"A maioria dos habitantes do planeta declara-se crente."
Assim
começa o vídeo "Diálogo
Inter-Religioso" - via www.ovideodopapa.org.
Assista aqui: http://youtu.be/kZSCLTblHo8
A
mensagem é um chamado a colaboração entre todas as religiões -
representadas no vídeo pelo Budismo, Judaísmo, Islamismo e Cristianismo.
COLABORAÇÃO NA ORAÇÃO.
"Muitos pensam de modo diferente. Sentem de modo diferente", diz o Papa Francisco.
"Confio em sua oração", continua ele.
Imagino
minha oração, sua oração, todas as orações; mentalizadas, cantadas,
choradas, bradadas a plenos pulmões, sussurradas... Cada um "fazendo sua
parte" e todos colaborando entre si.
"Diálogo
inter-religioso" fala de bem mais que tolerância. Com a força da
imagem, e de poucas palavras, o vídeo vai da apresentação sumária
(vestuário, ambiente, vocabulário) de cada um dos representantes
religiosos, passando pelo "funil" fundamental - o Amor -, e se encerra
na reunião de seus símbolos. Re-União inesperada e insólita.
Que
poder invencível se expandiria pelo mundo se ocorresse de fato o
respeito profundo entre todas as religiões... O ponto em comum? O Amor.
Alcançar esse ponto, fazer essa religação, passa pela consciência do
todo, da fé, dos próprios sentimentos, pensamentos e, enfim, por verter
tudo isso em capacidade de agir coerentemente.
"A maioria dos habitantes do planeta declara-se crente.
Isso deveria provocar um diálogo entre todas as religiões", diz o Papa.
"Eu
acredito no amor" - declaram os religiosos no vídeo. A matemática é
simples, os que creem no amor são a maioria. Isso exige mesmo um debate
sobre o poder do Amor.
O Amor, esse
sentimento-valor que é o protagonista de todas as tramas, seja por
tenebrosa falta ou iluminada manifestação.... E cuja sina é ser
"invisível", porque está em todo lugar. No afã de fazer parte desse todo
perfeito, e se unir ao poderoso e precioso Amor, o ser humano criou, e
recria diariamente, suportes físicos simbólicos, formais, sensoriais,
comportamentais e, acima de tudo, ilusórios, para O conter. A "forma
sagrada" do Amor, criada artificialmente, é frágil, e precisa lutar para
sobreviver separada do todo real.
Fico pensando
que a forma artificial do sagrado - através da ação cotidiana dos
crentes, inconscientes dessa artificialidade -, tem excluído a
possibilidade de outra forma sagrada qualquer - e daí viria a
necessidade ou desejo de destruição do Outro. Destruição do que se
apresenta formalmente diferente de si, daquele que ameaça a "Minha"
forma de ver e fazer, criada para conectar-me com o "Meu Amor", "Meu
Amor Único", o "Único Possível"... Com tal abordagem ilógica, o ser
humano tem criado uma realidade recheada de violência.
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Estamos
vivendo um tempo privilegiado de mudanças, que vem de todas as
direções. Mas, principalmente, a reboque do domínio de tecnologias
impensáveis há alguns anos atrás.
A chamada do
Papa Francisco, via YouTube, para os crentes reunirem-se em oração,
demonstra o que é usar a tecnologia com um propósito definido e de forma
eficiente. Clama pela necessidade de se cultivar o mundo interior para
transformar a realidade. E usar da realidade para alcançar seu objetivo.
O
meio de transmitir a mensagem? O mesmo onde se publicam sandices
inomináveis... Esse contexto deixa entender que os suportes
tecnológicos, assim como os símbolos religiosos, são neutros. Somos nós
que lhes adicionamos valor.
Para a maioria da
humanidade, então, que se declara crente, faz todo o sentido ouvir essa
mensagem e dar atenção ao poder do AMOR no ORAR JUNTO, instaurando uma
leveza na alma e buscando/encontrando no "invisível" as forças para agir
focados no cerne da questão: AMOR = Somos Um.
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