Penso que a vida é uma
experiência para nos fazer enxergar quem somos, e quem somos está encoberto por
crenças e valores que geram sentimentos diversos, as vezes confundindo nossa
visão.
Talvez por isso quem se aproxime de nós evidencie nossas diferenças pelo contraste, nos levando a reflexão . Nossos Sentimentos revelam os valores que atribuímos aos fatos e coisas, que por sua vez revelam nosso grau de miopia ou esclarecimento.
Avaliamos o mundo e as pessoas que nos cercam através destes valores, em uma especie de julgamento. Não importa quais sejam estes valores, sabemos que sempre serão limitados e certamente nosso julgamento sempre será imperfeito. Isso porque o fiel da balança nos fala de isenção. Se quisermos compreender a justiça teremos que aceitar que as causas se transformem em efeitos, sem qualquer interferência sobre elas, qualquer atribuição de valor é injusta.
Ausência de julgamento seria então a grande sabedoria, difícil de ser alcançada, a menos que se desperte dentro de si mesmo a consciência da unidade das coisas. Quando lemos a carta de Paulo aos Corintios falando sobre o amor, nos damos conta que esta ausência de Julgamento é o próprio amor universal, uma percepção de que somos únicos, mas também somos um todo indivisível.
Julgar é deixar seus valores pessoais avaliar a situação do outro, afetando sua percepção, é perder a oportunidade de ouvir, sentir e ver a verdade das coisas que é isenta de valor. O Julgamento vem do nosso interior, daquilo que experimentamos e vivenciamos de acordo com nossas crenças e valores anteriores. Seremos sempre realimentados por estes valores internos, onde a experiencia de hoje é pesada e medida pelo resultado das experiencias passadas nos tornando assim escravos de nossas próprias crenças, a menos que sejamos capazes de esvaziar a taça da mente e do coração. "..Largue tudo que possuis e me Siga", "..O cálice que deverá ser derramado por todos os homens para o perdão dos pecados" Jesus Cristo.
Curioso que queremos ver o "invisível", ouvir o "inaldivel", compreender o incompreensível. Certamente que não será nem com os olhos, com os ouvidos ou com a razão.
Não é o que se vê, mas o que se sente,
Não é o que se ouve, mas o que se percebe no silencio,
Não é o que se ganha ou o que se enche, mas o que se esvazia.
Algo de mágico acontece na simplicidade do natural que não tem explicação...
João Sérgio.
RUTE, Lisboa, Portugal, 12 de novembro de 2015
07:02
Pegando no que o João falou e
indo um pouco atrás no assunto da manipulação:
Creio que é produtivo quando a
interação com os outros nos ajuda a enxergar quem somos, a esclarecer que
traços dormentes existem na consciência anímica ou até que traços faltantes
estão ausentes na consciência anímica. A tal projeção para fora de nós, a
manifestação do nosso inconsciente, quer seja através do medo, da inveja,
etc...
Esse processo de autodescoberta é
positivo para sair da visão relativa, assim como para deixarmos de ser
manipulados inconscientemente, visto os manipuladores dominarem os outros
através dos seus vícios e fraquezas, como acontece no filme.
Tomar consciência que vivemos
dentro duma prisão psicológica faz-nos querer curar o karma ganhando
autocontrole da vida, eliminar o vírus da doença da alma, porém entre a
passagem da doença para a saúde há sempre um momento intermédio em que os
sintomas se agravam, é quando vêm à superfície, emergem do nosso lado oculto,
lado lunar, mostram os efeitos da cadeia kármica.
Com esta reflexão convido-vos a refletirem
e aprofundarem os temas abaixo, que estão intimamente conectados em uma cadeia
de causas e efeitos.
MAYA, A GRANDE ILUSÃO.
OS MUNDOS INVISÍVEIS
DOIS MUNDOS EM UM SÓ
TEMPO E ESPAÇO
TEMPO E ESPAÇO
TRANSFORMAÇÃO DE KARMA EM DHARMA
O LADO OCULTO DAS COISAS
REENCARNAÇÃO
DOENÇAS
MEDO
PROJEÇÕES
INVEJA
«Que minha solidão me sirva de companhia.
Que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.»
Clarisse Lispector (nascida na Ucrânia,
naturalizada brasileira)
E é tudo por agora.
Abraços
Rute
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