Pular para o conteúdo principal

As sete etapas da transformação consciente

Extraido do Livro : As Sete Etapas de Uma Transformação Conciente de Gloria D.Karpinski.


O processo de percepção da mudança tem início quando compreendemos quem acreditamos ser. O conjunto de hábitos, atitudes e crenças que acumulamos em nós mesmos revela quem acreditamos ser. Os acontecimentos podem suceder-se continuamente, mas não há nenhuma mudança real em nós até que um desses acontecimentos realmente desafie a nossa percepção daquilo que somos. É bem possível simplesmente resistir, com a mesma determinação, até o próximo grande evento. Porém, assim que uma crença profundamente arraigada em nós próprios é realmente submetida a um desafio, começa o movimento ritmado da mudança.

Podemos resistir ou participar desse movimento — geralmente é essa a ordem das opções — mas afinal acabaremos resolvendo o conflito entre o status quo e o desafio, tomaremos um novo rumo, suportaremos a necessária purgação dos velhos hábitos e, finalmente, acabaremos por entregar-nos inteiramente ao novo.

Essa jornada, através dos sete estágios de mudança consciente, é o tema central deste livro.


1. A primeira etapa é a forma. Esta é a crença fundamental que conservamos a nosso próprio respeito em qualquer área. Ela define os limites de nossa percepção, dita nossas opiniões e, o que é mais importante, instaura a nossa realidade pessoal. É nesse ponto que toda mudança se inicia.

2. Com a segunda etapa, o desafio, inicia-se uma dinâmica no processo de mudança. Alguma coisa vai acontecer, ou então ficamos expostos a algo ou a alguém que altera o status quo, e a nossa Forma original não funciona mais.

3. Para dentro desse vácuo flui a resistência, o terceiro e normalmente desconfortável ciclo de mudança, em que a nossa antiga maneira de ser e a nossa nova percepção se confrontam numa batalha de ambivalência e indecisão. A lógica, o condicionamento e a história argumentam em favor do passado, mas o empurrão mais forte se dá em direção ao novo.

4. Ao fim e ao cabo, somos resgatados pelo quarto estágio — o despertar. Essa é a parte alegre do ciclo, quando ocorre uma ruptura frente à luta anterior. A essa altura, damos a guinada crítica, da indecisão para o novo ponto de vista.

5. Em seguida vem o compromisso. Esse é o ponto do ciclo em que investimos todos os nossos recursos — tempo, dinheiro, energia — numa nova direção. Nesse estágio, defrontamo-nos Com uma série de escolhas que nos ajudam a deixar claro o nosso novo objetivo.

6. A purificação é a próxima e inevitável etapa — aquela que nos toma inteiramente de surpresa. É o período em que ocorre a verdadeira transformação. Essa etapa frequentemente é dolorosa. Antigas mágoas e medos reprimidos durante as fases anteriores do processo ressurgem para serem reconhecidos e, por fim, transformados. É tempo de morrer para o velho. É tempo de pôr à prova a nossa fé no novo.

7. Finalmente, chegamos ao último estágio — a entrega. Esse é o ponto no processo de mudança em que de fato nos transformamos na nova crença. Esse estágio é caracterizado por síntese e integração. O novo se funde com o ser total e a forma antiga fica sendo apenas uma lembrança.

Quando os acontecimentos do mundo exterior desafiam as nossas crenças — a nossa forma — resta-nos a alternativa de nos recusarmos a mudar. Podemos negar o novo, defender o velho e nos agarrar tenazmente ao nosso conhecimento já atingido. Ou então podemos parar, prestar atenção e perguntar: "O que eu posso aprender com esse desafio? Como posso me tornar realmente consciente com isso?"

Estamos sempre fazendo escolhas, consciente ou inconscientemente, que dizem respeito ao nosso mundo interior. Essas escolhas criam padrões que atraem certos tipos de experiências futuras. Quando decidimos pôr em prática os desafios que nos forçam a confrontar nossas idéias a respeito de nós mesmos, quando decidimos empregar acontecimentos reais como degraus de apoio, tendo em vista uma compreensão maior, optamos então pela mudança consciente.



Mudança: Tranqüilizadora em seus ciclos. A promessa anual de flores primaveris emergindo da neve faz lembrar-nos que as sementes do novo crescimento estão germinando.

Mudança: Chegada menos suave. Realidade explodindo como um canhão,despedaçando nosso mundo cuidadosamente ordenado em microssegundos.

Mudança: Um nascimento bem-vindo. Uma nova vida, cujo primeiro alento reordena todas as nossas prioridades e relacionamentos — e dá novo significado ao dinheiro, ao tempo e à lealdade.

Mudança: Apoquentando-nos com a segurança. A vitória por tanto tempo esperada fica sem sentido porque não queremos mais aquilo que pensávamos que queríamos.

A mudança é inevitável. Ninguém discutiria a respeito de algo tão óbvio. Contudo, quase sempre ficamos surpresos quando ela ocorre. Sabemos que nossos filhos podem muito bem crescer de um modo diferente daquele que prevíamos para eles. Mas, como no fundo não acreditamos nisso, ficamos angustiados quando acontece. Sabemos que nossos pais vão ficar velhos um dia, e nós também. Porém, entramos em pânico diante dos primeiros sinais de debilidade. Chegamos até mesmo a admitir que nenhum emprego é 100% garantido e que os relacionamentos necessitam de constantes redefinições, senão morrem.
Contudo, quando dizemos à pessoa amada "você mudou", isso é mais uma acusação do que o reconhecimento de um processo inevitável e natural.

Podemos tentar nos proteger contra a realidade da mudança, mas o eu profundo está ciente disso. Nós observamos e nos deixamos levar pelo ritmo cíclico das estações, celebrando os antigos ritos sazonais de plantio, gestação e colheita.Mas o eu profundo, preocupado com a sobrevivência e dependente da terra, fica assistindo atentamente. Ele se lembra do ano em que a terra reteve seus frutos, do dia em que a montanha adormecida repentinamente lançou fogo, ou da época em que as águas que dão vida entraram numa agitação de destruição mortal, quando a Boa Mãe, fértil e frutífera, tornou-se de maneira imprevista a Mãe Terrível, desestabilizando-nos em todos os conceitos de poder manipulador e estabilidade.

A mudança anuncia-se com um nascimento, uma morte, um tiroteio, um emprego, um sucesso ou um fracasso ou com manchetes agressivas informando-nos que o mundo continuou a girar enquanto dormíamos placidamente. Sem nenhum aviso, o enredo confiável de nossas vidas, no qual os atores sabem suas falas, desdobra-se num drama fora do comum. O que aconteceu ao herói? Quem é o vilão?

Qual é a minha próxima fala?

Tudo o que observamos no universo demonstra que a mudança é a única constante da vida. Do rápido movimento das células até o ciclo de vida das estrelas, toda a natureza está num contínuo processo de nascimento e morte. Podemos procurar nos reassegurar repetindo o velho ditado: "Quanto mais as coisas mudam, mais continuam as mesmas", mas isso significa apenas que estamos focalizando os processos mais lentos de evolução.

Estamos enganando a nós mesmos quando tentamos aprisionar a vida e imobilizá-la no seu estado de permanência. Também podemos tentar agarrar o vento com uma peneira. Isso porque a vida é movimento. O que vemos hoje já está em processo de morte. Vivemos no sonho de ontem que se tornou manifesto e amanhã veremos os resultados daquilo que sonhamos hoje. Não importa quanto possamos manipular, medir e analisar, a vida continua de modo maravilhoso, aterradoramente misteriosa.

Sem dúvida, resistir à mudança é muito humano. A resistência teimosa, a ponto de dizer: "Eu já tomei a minha decisão, não me confunda com novidades" está fundamentada no medo do desconhecido e tem causado muito sofrimento, tanto pessoal como coletivo. Travam-se verdadeiras guerras em todas as áreas da vida humana quando as crenças do passado são desafiadas por mudanças no presente.

Temos toda uma história de eliminação dos mensageiros da mudança. Não gostamos que nossos mitos sejam desafiados. Contudo, inovadores em todas as áreas da realização humana — científica, educacional, política, religiosa — têm vivido em sincronia com o mistério da mudança. Eles observam aquilo que existe e perguntam em que pode se transformar. Infelizmente, a resistência à mudança que eles anunciam muitas vezes resulta em serem ignorados, ridicularizados e até mesmo eliminados, apenas para ressurgirem da infâmia anos mais tarde e se tornarem os heróis de novas lendas. E assim o processo se reinicia.

Sempre que construímos uma cidadela para defender uma verdade aceita, em vez de deixá-la em aberto para averiguação posterior, cristalizamos a vida no dogma. Porém, quando pensamos que já temos tudo delineado, a evolução dá um passo adiante, abre as portas e janelas, e toda a poeira do passado é sacudida e somos obrigados a mudar mais uma vez.

Entrementes, lidamos com o presente, descobrindo com freqüência dentro de nós mesmos capacidades inimaginadas de coragem e resistência. Século após século, os seres humanos se recuperam dos sonhos desfeitos e procedem à reconstrução. Persistimos, dando três passos para a frente e dois para trás, através da lenta e esfalfante disciplina da experiência. Somos impulsionados em direção a uma perfeição maior com a mesma certeza com que o sol faz rebentar a vida na semente posicionada na direção de sua luz. Somos impelidos pela promessa de um potencial ainda não realizado.

Para aqueles que temem a mudança, a evolução é inimiga. Mas para aqueles que respondem conscientemente ao ritmo constante da evolução, é a essência da vida convocando-nos a nos tornar tudo aquilo que podemos ser. Ela estimula nossos desejos. Ela nos torna descontentes com a injustiça, a doença, a poluição e a guerra. Ela planta em nossos corações uma certeza de que a vida não precisa ser como é.

 A evolução desperta, encoraja e nos arremessa para a mudança.

Extraido do Livro : As Sete Etapas de Uma Transformação Conciente de Gloria D. Karpinski.

Comentários

  1. Na mudança apenas precisamos de flexibilidade e aceitação.
    Abraço de uma personalidade 5.
    Rute

    ResponderExcluir
  2. Rute,
    Obrigado pelo depoimento de uma Personalidade 5 madura, que ja passou da fase do impulso e busca o equilibrio entre a precipitacao e a reflexao. A Personalidade cinco induz a ação imediata, a irritação diante da inercia e da mesmice. Para que serve isso, senao para curar possiveis tendencias a imobilidade ou mesmo para ensinar a medida certa do equilibrio.

    abs,
    Joao Sergio

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Mais Visitadas

Ventos muito fortes, mudanças...!

Estamos em um Ano 9. Um ano que traz em si o fim de um ciclo. Términos de projetos, de parcerias, de casamentos. Conclusões, finalizações, a concretização de consequências das escolhas feitas, e que vem com a força de um definitivo "grand-final". Os fatos atordoantes que temos acompanhado, no Brasil e no mundo, parecem confirmar esse prognóstico.  As velhas crenças são desafiadas! Ao mesmo tempo, após um fim de ciclo sempre teremos um novo começo, e por isso, é hora de tomar consciência de que sempre colheremos o resultado de nossos pensamentos, sentimentos e atos. Leia a sensível reflexão de Jacira Monteiro, é hora de decisão! " Ventos muito fortes, mudanças...! Cheguei da praia de Ipanema umas 11hs e embora saiba dos poderes da Mãe Natureza sobre nós, seus filhos humanos, ainda me surpreendo com a sua força e mudança repentina. Dia lindo de sol, com brisa gostosa, mas a bandeirinha vermelha alerta os banhistas para ligar a "Atenção"....

Numerologia : Uma ferramenta para dar um novo rumo a sua vida

Já ouviu falar de Numerologia? Não, não estou falando de números de sorte para ganhar na loteria ou mudanças de nomes para ludibriar o destino. Falo de uma Ciência Holística que estuda as Vibrações Numerológicas de uma pessoa para indicar o melhor caminho de sucesso na vida pessoal e profissional aproveitando os potenciais existentes. O estudo que falo é o Mapa Numerológico que analisa nome completo e data de nascimento da pessoa e mostra suas qualidades, potencialidades latentes a lapidar, defeitos a trabalhar e seu caminho de vida e sucesso. Um Mapa Numerológico bem feito pode evidenciar através dos números que mapeiam a vida da pessoa todos os aspectos e particularidades do Plano de sua vida. E como a Numerologia pode orientar melhor na Carreira? Como escrevi acima só a pessoa fazendo um Mapa Numerológico bem analisado com um Numerólogo para ter uma ótima orientação. Mas, é claro que podemos dar uma boa ideia da seriedade da Numerologia analisando ...

A Vida é uma Dança

Uma amiga me enviou esta linda mensagem que compartilho com voces. Sao tambem os meus desejos natalinos. A vida é uma dança... Quando uma porta se fecha, outra se abre; quando um caminho termina, outro começa... nada é estático no Universo, tudo se move sem parar e tudo se transforma sempre para melhor. Habitue-se a pensar desta forma: tudo que chega é bom, tudo que parte também. É a dança da vida... dance-a da forma como ela se apresentar, sem apego ou resistência. Não se apavore com as doenças... elas são despertadores, têm a missão de nos acordar. De outra forma permaneceríamos distraídos com as seduções do mundo material, esquecidos do que viemos  fazer neste planeta. O universo nos mandou aqui para coisas mais importantes do que comer, dormir, pagar contas... Viemos para realizar o Divino em nós. Toda inércia é um desserviço à obra divina. Há um mundo a ser transformado, seu papel é contribuir para deixá-lo melhor do que você o encontrou. Recursos para isso você tem, ...

ESQUERDA & DIREITA = UM

Meu amigo Jiddu Saldanha propôs um jogo no fb onde pedia para explicarmos a uma adolescente, chamada BRISA, o que é Esquerda e Direita na política, sem falar mal dos políticos. Aceitei. " BRISA, Esquerda e Direita sao como os hemisférios do nosso cérebro, brigando destroem a gente o mundo o país tudo. Esquerda e Direita sao ilusões do medo da ganância da incompreensão. Estão se diluindo na briga aparente do Bem - esquerda ou direita - contra o Mal - direita ou esquerda -, por pura falta de capacidade de comunicação e inteligência, ja que nos colocamos a mercê de emoções destrutivas, brigamos e nos desarticulamos, ao invés de construir o mundo na vida que vivemos. Veja, BRISA, que a ambição material não é algo intrinsecamente ruim. Vivemos nesse mundo, não somos soprinhos divinos desincorporados. A ambição constrói. Vamos só levar em consideração que também não somos sólidos eternos. Mudanças recheadas de imaterialidades estão em nós e ao nosso redor. Isso assusta! ...

DE ONDE VIEMOS

Simplesmente espetacular! "Eu venho de lá, onde o bem é maior. De onde a maldade seca, não brota. De onde é sol, mesmo em dia de chuva e a chuva chega como benção. Lá sempre tem uma asa, um abrigo para proteger do vento e das tempestades. Eu venho de um lugar que tem cheiro de mato, água de rio logo ali e passarinho em todas as estações. Eu venho de um lugar em que se divide o pão, se divide a dor e se multiplica o amor. Eu venho de um lugar onde quem parte fica para sempre, porque só deixou boas lembranças. Eu venho de um lugar onde criança é anjo, jovem é esperança e os mais velhos são confiança e sabedoria. Eu venho de um lugar onde irmão é laço de amor e amigo é sempre abraço. Onde o lar acolhe para sempre, como o coração de mãe. Eu venho de um lugar que é luz mesmo em noite escura. Que é paz, fé e carinho. Eu venho de lá e não estou sozinho, “sou catador de lindezas”, sobrevivo de encantamento, me alimento do que é bom, do bem. Procuro bonitezas e bem ...

O PODER DO HÁBITO, vídeos, matéria e apps

Oi, Hoje encontrei esses links, e fiquei rindo sozinha! Satisfeita de perceber a sintonia com empreendedores dinâmicos, e também por estar aqui, agora, exercitando a rotina da escrita. Compartilho esses achados, que estão contribuindo para minha principal missão desse ano: desenvolver a capacidade da DISCIPLINA. Método: criar hábitos que sustentem os resultados sonhados. No geral, isso significa sentir-se muito bem, cuidar-se bem, cuidar da família, dos amigos, da empresa, do trabalho, dos projetos de filantropia, enfim, expandir-se espiritualmente na prática. E tudo isso começa cuidando dos... isso mesmo, hábitos. A seguir uma pequena seleção relacionada ao tema: ------------ O PODER DO HÁBITO - Por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios | de Charles Duhigg Acelerado e inspirador - A elétrica, e disciplinadíssima, Cris Franklin (Páginas Matadoras, Fórmula do Lançamento) Assista aqui. Detalhista e enriquecedor - Leandro Oragi (Empower Networ...

As várias faces do amor

Afrodite A Deusa grega Afrodite, ou Vênus, para os romanos é a deusa do amor e da beleza e representa o legítimo desejo da alma pelo belo e perfeito. Afrodite não é a amante, ela é a beleza e a graça risonha, que fascina, que desperta o amor. O encanto da aparência que leva de forma irresistível atração e ao desejo.  Na Guerra de Troia, segundo a Ilíada, Afrodite é consorte de Ares, deus da guerra, ódio e violência, e sob sua influência toma parte nos conflitos; O amor dos dois simbolizava o conceito de "opostos que se atraem" e a união ideal do homem e mulher. Ares representa a virilidade e por isto era perfeito para Afrodite que representava feminilidade. Eros Eros é  citado como o amor apaixonado, sinônimo do desejo sexual. Para Platão este é o sentimento que procura o belo que é algo que nunca será satisfeito até desaparecer. Eros, se relaciona com a busca da beleza ideal, da verdade; assim, podemos dizer que o amor erótico transcende ao desejo ...

Leve Consciencia

Termo de Adesão Leve Consciência é uma Ideia com duplo sentido que por um lado remete a  Leveza, suavidade, e busca da essência das coisas mais do que a forma, valorizando o natural e espontâneo, fugindo do excesso de comunicação sem sentido e sem conteúdo. Por outro lado nos fala de Iniciativas construtivas, que buscam  despertar nos outros a consciência de si mesmas e  da interdependência de todos no contexto social. Ao aderir a ideia "Leve Consciência",  estou buscando a leveza e a simplificação na minha maneira de compreender o mundo e na forma de me expressar e interagir com as pessoas. Buscarei uma linguagem simples e acessível a todos, falando com poucas mas ricas palavras, capazes de expressar e  valorizar cada vez mais a essência das coisas, agindo em conformidade com o que acredito me tornando assim um espelho de minhas ideias. Evitarei simplesmente retransmitir o que recebo dos outros, mas sim colocar minha própria essência nas coi...

Os Ombros e as emoções

As dores nos ombros simbolizam todas as responsabilidades que carregamos, e, qualquer inflamação nessa área significa que os nossos superiores, ou as pessoas que exercem alguma autoridade sobre nós, não estão reconhecendo o nosso esforço. Não elogiam nosso trabalho, tomam para si nossas ideias, criam conflitos desnecessários, não colaboram conosco e, ainda, negam que estejam nos causando qualquer infortúnio. Isso gera uma ira tão forte, que chegamos a desejar golpeá-los inconscientemente. Às vezes, poderemos até assumir esse desejo pelas evidências do atrito. A bursite é exatamente a inflamação das bolsas responsáveis pela articulação do ombro. Ela simboliza a prisão interna e conflitante do seu coração que está relacionada a algum superior. Uma vez que os ombros são responsáveis pelas tarefas e serviços de nossa vida, tudo aquilo que visar o bloqueio dos movimentos em nosso trabalho causará uma somatização, mostrando a amargura por não podermos desenvolver as ideias, a criati...

A reciprocidade dos relacionamentos

Os relacionamentos nos levam a realizar trocas. Talvez esta seja a primeira noção de justiça que aprendemos, pois sempre precisamos dar e receber alguma coisa para manter os relacionamentos vivos. A natureza tem nos mostrado que toda ação gera uma reação e que nada se perde mas tudo se transforma. É como um jogo de frescobol,  precisamos colocar a bolinha na raquete do parceiro e facilitar seus movimentos, assim ele vai gostar de jogar conosco. Em uma conversa também trocamos experiencias, damos aquilo que temos ou sabemos e esperamos que o outro também nos dê algo em troca, que não apenas nos ouça, mas que nos devolva sua visão do assunto. Assim, recebemos algo de novo,  que pode acrescentar uma nova visão naquilo que já sabemos ou ate contradizer as nossas crenças e até mesmo reforma-las. Mas nem sempre estamos abertos a estas oposições e podemos entende-las como uma ameaça, e então entrar em uma discussão defendendo nosso ponto de vista. Neste momento o jogo ...